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Responder a este mensaje
Asunto:[GAP] Sobre el Tema de la Educación Pública y Gratuita
Fecha:Viernes, 12 de Septiembre, 2003  13:49:35 (-0500)
Autor:RedLUZ/LUXWeb <redluz @...............mx>

 
---------- 
From: José Luis Gutierrez Lozano <meshico_33@...> 
Reply-To: economialternativa@... 
Date: Sat, 23 Aug 2003 19:47:33 +0000 
To: economialternativa@... 
Subject: [economialternativa] Sobre el Tema de la Educación Pública y 
Gratuita 
 
Amig@s: 
En los últimos años ha cobrado mayor fuerza la tendencia de 
privatizar y mercantilizar la educación. 
En este interesantísimo texto, Marcos Arruda, distinguido 
investigador brasileiro, hace un puntualísimo análisis de la 
situación en nuestra américa respecto al tema global de la educación 
como producto mercantil desde la lista de mensajes hermana 
redesolidaria@... 
Está como para que practiquemos nuestro "portuñol" 
Saludos 
José Luis Gutiérrez Lozano 
 
Subject: ALCA:Estrangeiros querem comprar universidades 
Amig@s, 
Para quem tinha ainda alguma duvida. 
Uma das exigencias dos negociadores Estadunidenses na ALCA e na OMC, 
é transformar a educação, em mero serviço, e aberto ao capital 
estrngeiro.. ou seja, deixa de ser um direito da população para ser 
um objeto de lucro... 
Mais um sinal da natureza destrutiva da liberalização dos serviços, 
que está sendo introduzida na ALCA e na OMC. Se os acordos forem 
assinados, isto vai valer para a educação como para a saúde, a 
cultura e tudo o mais! Será a estadunidização da América Latina e... 
do mundo. 
Abaixo a ALCA e a OMC! Por uma integração soberana e justa dos povos! 
Abraços, 
Marcos Arruda 
PACS 
Av. Rio Branco, 277 s/1609 
20040-009 Rio de Janeiro 
(55) 21 2210 2124 
marruda@... 
www.pacs.org.br 
www.redesolidaria.com.br 
www.socioeco.org  
 
Estrangeiros querem comprar universidades 
Estado de São Paulo 
Brasil  
Investidores americanos, canadenses e europeus que aplicam seus 
dólares em fundos de investimentos estrangeiros - e nunca tiveram 
contato com o setor educacional - estão perto de se transformar nos 
novos donos de universidades e faculdades brasileiras. Empresas que 
administram esses fundos e buscam oportunidades mundo afora querem 
agora apostar suas fichas na aquisição total ou parcial de 
instituições privadas de ensino do País - em especial as de ensino 
superior, que movimentam R$ 15 bilhões e cresceram 157% nos últimos 
nove anos. 
O objetivo, na maioria dos casos, é adquirir as instituições, injetar 
recursos, participar da gestão e finalmente revender as faculdades e 
universidades por um preço multiplicado. Operações desse tipo - 
chamadas no mercado financeiro de private equity - já vêm sendo 
feitas no Brasil com empresas dos setores de serviços e industriais, 
como redes de farmácias, laboratórios, empresas de alimentos e no 
ramo do agribusiness. 
"Os fundos procuram investir em países emergentes, como o Brasil, 
países do leste europeu e da Ásia, que ainda têm potencial de 
crescimento maior que o dos mercados maduros. E o setor de educação 
no Brasil cresce muito mais que o de outros países. É isso que nos 
atrai", disse Patrice Etlin, um dos sócios do Advent International, 
multinacional que administra um fundo de US$ 265 milhões e busca 
oportunidades em diversos setores no Brasil. A empresa tem feito 
contatos e propostas a instituições de ensino. 
As universidades públicas atendem hoje menos de um terço da demanda, 
de 3 milhões de matrículas. De 1995 para cá, o número de instituições 
privadas de ensino superior subiu de 684 para 1.762. Nelas estudam 
2,1 milhões de alunos. Projeções apontam que esse total será de 6,3 
milhões em 2008, o que representa uma taxa de crescimento anual das 
matrículas de 11%. 
De olho nesses números, a JP Morgan Partners - maior empresa de 
private equity do mundo - também busca investimentos em educação 
aqui. A empresa, que já tem recursos aplicados no exterior, possui um 
fundo de US$ 570 milhões para investir pelos próximos três anos em 
negócios na América Latina. Grupos brasileiros também querem entrar 
no jogo. O Pátria, por exemplo, está captando recursos no País e no 
exterior para formar um fundo para investir exclusivamente em 
educação e saúde. 
Não há barreira legal para investimentos desse tipo. "Em 1997, a LDB 
(Lei de Diretrizes e Bases) abriu essa possibilidade e nós 
regulamentamos. Até então, o ensino superior não podia ter fins 
lucrativos", diz o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, que 
agora trabalha como consultor. Um dos serviços oferecidos pela Paulo 
Renato Souza Consultores é justamente buscar oportunidades de 
investimentos em educação para os fundos - que "também sejam boas 
para as instituições de ensino", explica o ex-ministro. 
Por enquanto, nenhum fundo conseguiu bater o martelo com instituições 
de ensino. Investidores dizem que muitos proprietários de faculdades 
e universidades superestimam o valor de venda de suas instituições. 
Ou então, faltam a elas transparência administrativa suficiente para 
que se tornem negócios atraentes para os investidores. 
Reação - A participação de capital estrangeiro em escolas brasileiras 
é vista com muitas reservas por acadêmicos e especialistas, que 
denunciam o risco de mercantilização do ensino. "Os interesses das 
empresas são os lucros, e quem visa o lucro o quer o mais rápido 
possível", diz a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
(UFRGS) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das 
Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Wrana Panizzi. "A 
educação mais duradoura, que forma cidadãos independentes, exige 
investimentos de mais longo prazo. As empresas têm outros objetivos." 
EUA querem abertura do mercado 
Países desenvolvidos querem ampliar a discussão sobre participação 
externa no setor de educação. Liderados pelos Estados Unidos, 
pretendem incluir o tema na pauta da Organização Mundial do Comércio 
(OMC) e também nas negociações para a criação da Área de Livre 
Comércio das Américas (Alca). Uma das propostas é de que sejam 
suspensas todas as limitações para que instituições de ensino 
estrangeiras abram filiais em outros países. A educação entraria para 
o rol de serviços que se pretende liberalizar, algo que permitiria 
também que professores estrangeiros atuassem fora de seus países. 
"Ao se liberar, deixam de valer os parâmetros curriculares locais. 
Eles seriam uma barreira. As instituições teriam o direito de 
conceber a forma de ensino, os currículos e trabalhar com a sua visão 
do mundo", diz o professor de Direito da Universidade de São Paulo 
(USP) e um dos sete membros do Órgão de Apelação da OMC, Luiz Olavo 
Baptista. Ele participa hoje do seminário O Ensino e a OMC, promovido 
pela USP. 
A presença de universidades estrangeiras já é realidade em muitos 
países, especialmente nos ex-satélites da União Soviética. "Muitos 
países de economia marxista ocidentalizaram o ensino", diz. O 
Itamaraty avalia que a discussão ainda é prematura, mas o tema não 
conta com a simpatia do governo. 
 
 
 
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